quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Técnica para facilitar a articulação de palavras difíceis

O texto abaixo mostra uma técnica interessante para a articulação de palavras difíceis, como alguns termos técnicos que são usados em biologia.

Por vezes, deparamo-nos com palavras que criam problemas de articulação, devido à sua complexa estrutura interna. Para tentar ultrapassar esses obstáculos, propomos-te a realização de alguns exercícios:

a)     Faz a leitura oral das seguintes palavras:



1)          anaeróbio
2)          solstício
3)          alóctone
4)          parênquima
5)          molibdénio
6)          cenozóica
7)          pleocroísmo
8)          polipéptidos
9)          abscísico
10)      lepidóptero
11)      birrefringência
12)      fenolftaleína
13)      quimotripsinogénio
14)      mesembriactemácea
15)      esplancnopleura
16)    haptotropismo



b)     Decerto te deparaste com algumas dificuldades. Para te facilitar a tarefa, pensámos numa estratégia de leitura que te poderá ajudar.



1)      ana-e-ró-bio
2)      sols-tí-cio
3)      a-lóc-tone
4)      pa-rên-quima
5)      mo-lib-dé-nio
6)      ceno-zói-ca
7)      pleo-cro-ís-mo
8)      poli-pép-tidos
9)      abs-cí-sico
10)  lepi-dóp-tero
11)  birre-frin-gên-cia
12)  fenol-fta-le-í-na
13)  quimo-tri-psi-no-gé-nio
14)  me-sem-bri-ac-te-má-cea
15)  es-planc-no-pleu-ra
16) hap-to-tro-pis-mo



      Como vês, destacando as sílabas que oferecem maior dificuldade à produção oral, torna-se mais fácil a articulação das palavras. Nas palavras menos extensas, destacámos apenas a sílaba tónica (ex:3,4,6,8,10). Nas palavras de maior extensão e complexidade silábica, procurámos pôr em evidência, não só a sílaba tónica, mas também as sílabas que parecem oferecer maior resistência à articulação da palavra. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A arte de falar

Livro apresenta técnicas e exercícios de dicção para se comunicar melhor através da fala
Servir como ferramenta para capacitar professores no ensino médio e fundamental para praticarem em sala de aula métodos e exercícios de boa leitura, promovendo, assim, um melhor desenvolvimento da fala entre os alunos. Um instrumento essencial em um mundo contemporâneo permeado pela comunicação. Esse é o objetivo do livro “Língua, Informação & Comunicação”, de Luis de França, que será lançado, hoje, logo mais, às 19h30, no Centro Cultural Oboé.


Autor de outros três livros (“Desenrolando a Língua”, “Dicção Total” e “Amigos Também se Amam”), Luis de França, ex-gago que já foi locutor de rádio, apresenta na obra uma série de exercícios de treinamento de dicção que visam um aperfeiçoamento das habilidades comunicacionais de cada um. “Esse é um livro bem didático que nos ajuda a conhecer melhor o que nos permite falar, o aparelho fonador”, explica o autor. “Quanto mais conhecermos sobre ele, mas saberemos como utilizá-lo. Para isso, o livro traz exercícios articulatórios de potência, respiração, relaxamento, aquecimento etc. Exercícios que ajudam a melhorar a comunicação”.

A comunicação, aliás, é um dos pilares do livro, bem como a língua e a informação. “A língua é a base, a mãe da formação educacional de um povo, no nosso caso o português. Quanto mais o estudamos, mais descobrimos novas variáveis e palavras diferentes que nem imaginamos”, acredita Luis de França. “A informação é um elemento importante que influencia nossa forma de pensar, falar, agir, viver e nos relacionar com as pessoas. É o conhecimento que nos alimenta o tempo todo através de nossos sentidos”, continua o autor. “Já a comunicação é a forma como transmitimos esse conhecimento. Onde não reina uma perfeita comunicação, impera uma grande confusão”.
De acordo com o autor, o livro “Língua, Informação & Comunicação” faz parte de um projeto macro, o Projeto Nacional de Dicção (Prondic), que, através de pesquisas, ajuda as pessoas a vencerem seus medos, timidez e insegurança, perdendo, assim, a vergonha de falar em público. “O projeto visa a investigação das causas desse problema e tem utilizado a sala de aula para o treinamento de alunos e profissionais com o objetivo de promover a boa dicção, evitando conflitos, perda da auto-estima e de oportunidades de emprego”, esclarece Luis de França.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste - 26/3/2009

Técnicas Fonoarticulatórias para o Profissional da Voz



A pesquisa dos exercícios fonoarticulatórios necessários para aprimorar a dicção é de fundamental importância para a fonoaudiologia, em especial a fonoaudiologia estética, tendo em vista que a cada dia cresce o número de profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho, como professores, cantores, locutores e atores.

A história da busca pela perfeição da fala é tão antiga quanto à história das primeiras civilizações humanas. Desde a Grécia antiga, no início dos estudos sobre a retórica, que a sociedade valorizava a expressão oral. Demóstenes, que se tornou o maior orador deste período, corrigiu defeitos de dicção colocando seixos na boca e tentando pronunciar as palavras da forma mais correta possível (POLITO, 1998). Mas foi STANISLAVSKI (1938) que desenvolveu o “gourmet de fonética” na tentativa de aperfeiçoar a dicção dos atores de seu grupo de teatro. Ele sugeriu a observação dos órgãos fonoarticulatórios (OFA) durante a emissão de vogais e consoantes (isoladas ou em grupos) como exercício para aperfeiçoar a articulação e a projeção vocal, hipótese reforçada posteriormente por NUNES (1976) e GREENE (1989).

De acordo com o estudo dessas técnicas nas áreas de canto, teatro e oratória, a boa mobilidade dos OFA ao lado do bom funcionamento das cavidades de ressonância, amplifica e descentraliza o trabalho da laringe durante a fonação (BLOCH, 1973) (BOONE & MACFARLANE, 1994) (PINTO & FURK, 1988). Os exercícios usando obstáculos na boca e de trava-línguas também garantem a fluidez na dicção e o fortalecimento articulatório (SEGRE, 1981) (BRANDI, 1988) (POLITO, 1988).

Considerando que muitos exercícios de motricidade oral também são utilizados como técnicas fonoarticulatórias, como o relaxamento e alongamento dos músculos localizados ao redor da boca, pode-se concluir que os exercícios utilizados para aperfeiçoar a dicção estariam do mesmo modo trabalhando e fortalecendo a musculatura da região orofacial e sendo também indicados para prevenir e atenuar as rugas. Esta extensiva pesquisa bibliográfica descreveu 153 exercícios para o treinamento de profissionais da voz.

Fonte: Trabalho das autoras Fabíola Moura e Sílvia Pinho apresentado no VIII Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia e publicado nos Anais do Congresso.